O Irão confirmou este domingo ter recebido a resposta dos Estados Unidos à proposta iraniana de 14 pontos destinada a pôr fim ao atual conflito, encontrando-se agora a analisar o conteúdo antes de emitir uma posição oficial.
Segundo o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Ismail Bagaei, a resposta norte-americana chegou a Teerão através do Paquistão. “A posição dos Estados Unidos está a ser avaliada e, após essa análise, apresentaremos a nossa resposta”, afirmou à televisão estatal.
O diplomata sublinhou que a proposta iraniana “está exclusivamente centrada em pôr fim à guerra”, afastando qualquer ligação ao programa nuclear. “As questões nucleares não têm absolutamente lugar neste plano. Nesta fase não mantemos negociações nucleares”, reforçou.
Ismail Bagaei esclareceu ainda que não foi estabelecido qualquer ultimato de 30 dias a Washington. Segundo explicou, esse prazo refere-se apenas à definição de mecanismos para implementar um eventual acordo de paz.
De acordo com a agência Tasnim News Agency, o plano apresentado por Teerão inclui garantias de não agressão, retirada de forças norte-americanas da região, levantamento de bloqueios e sanções, libertação de ativos iranianos congelados e pagamento de compensações. O documento propõe ainda o fim das hostilidades em várias frentes, incluindo no Líbano, e a criação de um novo mecanismo de gestão para o Estreito de Ormuz.
No sábado, o Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que iria analisar a proposta, mas mostrou reservas quanto à sua aceitação. “Não consigo imaginar que seja aceitável”, declarou.
Horas depois, meios de comunicação ligados à Guarda Revolucionária iraniana advertiram que Washington enfrenta uma escolha limitada entre uma operação militar considerada “impossível” ou a aceitação de um acordo desfavorável.
Recorde-se que representantes do Irão e dos Estados Unidos estiveram reunidos em Islamabad, nos dias 11 e 12 de abril, sem conseguirem alcançar um entendimento para pôr fim ao conflito. Desde então, não houve avanços significativos nem consenso para retomar as negociações.



