A ministra da Saúde disse, esta quarta-feira, não haver ainda “razão para uma preocupação maior” relativamente a uma eventual subida do preço dos medicamentos devido à conjuntura internacional, mas admitiu que o país tem de estar preparado.
“(…) Para já não temos ainda uma razão para uma preocupação maior, mas temos de estar preparados, temos de estar preparados”, afirmou Ana Paula Martins, aos jornalistas, no Hospital de Santo André, em Leiria.
O presidente da Associação da Indústria Farmacêutica (Apifarma), João Almeida Lopes, disse que os preços dos medicamentos em Portugal vão ter de subir “mais tarde ou mais cedo”, devido à inflação e à pressão política, fatores que tendem a aproximar os preços europeus dos praticados nos Estados Unidos,.
Segundo o jornal “Eco”, que citou a entrevista ao “Jornal de Negócios” e Antena 1, João Almeida Lopes explicou que o custo do petróleo, dos seus derivados e de outros materiais, como plásticos, vidro e alumínio, tem impacto direto nos medicamentos, e que tarifas internacionais também contribuem para o aumento de preços.
Ana Paula Martins destacou dois aspetos da entrevista: primeiro, “o reconhecimento de que o impacto da crise internacional, naturalmente, na questão que tem a ver com a energia que impacta todos os setores, impactará, mais tarde ou mais cedo, também os medicamentos”.
“Esta foi uma primeira dimensão e que nós estamos a acompanhar naturalmente”, assegurou a governante, adiantando que a segunda dimensão “foi, exatamente, que esse impacto, para já, não é algo que esteja no imediato em cima da mesa”.



