Os 111 anos do Theatro Circo, em Braga, vão ser comemorados com cinco espetáculos, entre 17 e 24 de abril, com nomes como A Garota Não, Nina Laisné e Tortoise.
“É uma programação que espelha a lógica subjacente ao pensamento do Theatro Circo, assente em duas dimensões que ditam o tom: ambição e diversidade”, referiu.
Sublinhou que todos os espetáculos ou são estreias ou são encomendas do Theatro Circo.
Desta forma, os 111 anos serão festejados com uma programação eclética, que cruza o rock experimental, a ópera e a dança contemporânea, a par de uma ‘masterclass’, ações para os mais novos e visitas guiadas.
No dia 17, Roxana Ionesco apresenta “Capra – or how to say hello to fiar”, uma performance que mergulha em rituais ancestrais para explorar a memória coletiva e que está inserida no Supracasa, programa de apoio às artes performativas.
No dia 18, o destaque vai para a soprano Elisabete Matos, acompanhada pelo pianista Maciej Pikulski, com o recital “Onírico Feminino: O teu olhar sobre mim”, sob a encenação de Pedro Ribeiro.
No dia seguinte, será a vez dos norte-americanos Tortoise, pioneiros do post-rock de Chicago, que, depois de dez anos de ausência de palcos portugueses, prometem uma noite de texturas instrumentais hipnóticas.
No dia exato do aniversário, 21 de abril, o palco pertence à poesia e à resistência de A Garota Não, que apresenta o espetáculo exclusivo “A Vulgar Mulher Extraordinária”.
A celebração encerra no dia 24, com o universo multidisciplinar de Nina Laisné, numa ‘masterclass’ de título “Na sombra dos relatos oficiais”, inserida no ciclo Formas de Fazer, com a participação de Néstor Pola Pastorive.
Segundo Luís Fernandes, esta aposta na ambição de na diversidade será marca de toda a programação do Theatro Circo para 2026, de que se destacam um espetáculo com Laurie Anderson, o “Julho é de jazz”, a Bienal de Arte e Tecnologia Index e um concerto pela Orquestra do Algarve.
O Theatro Circo abriu portas em 21 de abril de 1915.



