Um braseiro sem ventilação terá estado na origem da morte de uma mulher de 48 anos e de um homem de 56 anos, encontrados já sem vida por um familiar na tarde deste dia 1 de janeiro, na localidade de Tornada, nas Caldas da Rainha.
O arranque de 2026 fica, assim, marcado por um desfecho fatídico. O casal perdeu a vida esta quinta-feira à tarde, vítima de uma intoxicação por monóxido de carbono dentro da sua própria habitação.
A causa provável, segundo as autoridades, terá sido a utilização de um braseiro para aquecimento num dia de temperaturas baixas.
O alerta foi dado por um familiar das vítimas que, ao chegar à casa térrea, encontrou o casal inconsciente. No interior da habitação, próximo do quarto, encontrava-se um braseiro a funcionar sem a devida ventilação do espaço.
Apesar da rápida intervenção dos Bombeiros Voluntários das Caldas da Rainha e da equipa médica do INEM, as manobras de reanimação não tiveram sucesso. O comandante Nelson Cruz confirmou que as vítimas — uma mulher de 48 anos e um homem de 56 — já se encontravam em paragem cardiorrespiratória à chegada dos meios de socorro devido à inalação do gás tóxico.
Este incidente não foi caso único nos últimos dias. Na passada terça-feira à noite, na Figueira da Foz, uma família de seis pessoas (incluindo duas menores) foi hospitalizada devido a uma intoxicação semelhante provocada por uma salamandra. Embora as vítimas da Figueira da Foz já tenham recebido alta, o caso das Caldas da Rainha terminou de forma irreversível.
As autoridades de Proteção Civil reforçam o aviso: o uso de braseiros, lareiras ou salamandras em espaços fechados e sem renovação de ar é extremamente perigoso. “Libertam um gás tóxico que não se vê e pode levar à morte rapidamente”, alertou o comandante Nelson Cruz, apelando à população para que garanta sempre a ventilação dos locais onde existam fontes de combustão.



