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Tribunal de Braga adia julgamento do caso de furto de 123 mil euros a clientes bancários por “phishing” 

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O Tribunal de Braga adiou para Janeiro o julgamento de 18 arguidos, pronunciados por um furto de 123 mil euros de contas bancárias, através do método de ‘phishing. O adiamento teve como causa a do impedimento de alguns dos advogados de defesa.

O grupo foi acusado de ter furtado, entre 2013 e 2014, e a partir de Braga, 123 mil euros de dezenas de contas bancárias.

As alegadas fraudes, vitimaram, maioritariamente, clientes do Montepio Geral, mas também do antigo Banif- Banco Internacional do Funchal. Mas o Ministério Público (MP) arquivou uma parte do inquérito, referente a 17 outros suspeitos, três, por falta de provas, e 14 por serem cidadãos brasileiros, residentes no Brasil, cuja identidade não foi possível apurar. 

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De início, a investigação da PJ/Braga calculava que a fraude teria atingido, pelo menos, 300 mil euros.

TRÊS CABECILHAS

A acusação diz que o ‘esquema’ foi congeminado por três arguidos, Nuno Silva, Alexandrino Dias e Luís Correia, todos de Braga, os quais angariaram os outros 15, para que estes disponibilizassem contas bancárias para o dinheiro circular, as chamadas ‘contas mulas’.

O trio está acusado dos crimes de associação criminosa, falsidade informática, burla informática qualificada e branqueamento. Os restantes 15, as ‘mulas’, foram acusados de associação criminosa e branqueamento.

Os três principais arguidos são defendidos pelos advogados João Ferreira Araújo, Licínio Ramalho e Aníbal Pinto, este com escritório no Porto.

ACUSAÇÃO

O MP concluiu que as fraudes, 101 no total, eram feitas, do ponto de vista informático, a partir do Brasil, de onde eram enviados e-mails a clientes dos bancos, com páginas semelhantes e contendo um vírus informático.

 Os clientes pensavam ser uma actualização pedida pela entidade e davam os números de acesso, credenciais, telefones e códigos de matriz de segurança das contas de homebanking. Ou seja, os usernames e as passwords.

Com estes dados, os brasileiros transferiam dinheiro das contas dos lesados para a das ‘mulas’, que tinham conta ou tinham-na criado, de propósito, para o efeito, e estas enviavam-no para os três alegados cérebros, que o levantavam, nomeadamente, em caixas multibanco. 

No Brasil ficava uma parte das verbas.

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