JUSTIÇA

JUSTIÇA -

Tribunal de Braga julga casal que asfixiou mulher com pano embebido em lixívia num apartamento do Fujacal

Share on facebook
Share on twitter

TÓPICOS

Share on facebook
Share on twitter

TÓPICOS

O Tribunal de Braga começa a julgar em Setembro um casal, Júlio Pereira de Araújo e Maria Helena Gomes, que, em Novembro de 2020, asfixiou uma mulher de 69 anos, Maria da Graça Ferreira, quando esta dormia, depois de a terem convencido a tomar um comprimido para descansar, num apartamento do bairro do Fujacal.

Para a matar, um deles pôs-se em cima dela e, com uma toalha embebida em lixívia, tapou-lhe a boca e o nariz para a impedir de respirar. Tudo por causa de um testamento.

PUBLICIDADE

Uma sobrinha da vítima, que pede 115 mil euros de indemnização, diz, no processo, que, na noite de 2 de Novembro, o ato de “esganamento” durou dez minutos, período em que a vítima se debateu, esperneando e lutando, para tentar evitar a morte.

A autópsia revelou que a falecida, além de lesões pulmonares, tinha equimoses no corpo, na cabeça, no pescoço, na face e nos braços.

HOMICÍDIO QUALIFICADO

Júlio Araújo, de 52 anos, e Helena Gomes, de 49, estão pronunciados por homicídio qualificado, profanação de cadáver e burla informática.

Na acusação, o Ministério Público diz que a vítima namorava com Júlio, embora este, sem que ela o soubesse, vivesse maritalmente, há oito anos, com a outra arguida, naquele bairro.

Maria da Graça havia feito um testamento a favor de Júlio, deixando-lhe os bens, um apartamento e dinheiro, mas, como a relação se começou a deteriorar, estava a pensar, e já o anunciara, anular o documento e fazer outro a favor da sobrinha.

Sabendo de tal intenção, o arguido gizou um plano para os dois a matarem, quando ela fosse lá dormir, o que acontecia amiúde por ela não desconfiar que ele vivia com a outra mulher.

CADÁVER EM CASA

Depois de a assassinarem, Júlio foi ao multibanco e levantou 200 euros, tendo dado 100 à companheira. Esta ficou, também, com um fio com um crucifixo e com um anel, ambos de ouro.

O cadáver ficou na cama, mas, como começou a exalar maus cheiros, Helena foi à garagem e trouxe dois sacos de plástico grandes, de cor preta. Vestiram-na, embrulharam o corpo num lençol e fecharam os sacos com atacadores.

Na madrugada seguinte, meteram-na na mala do carro e foram até Montélios, deixando o cadáver no caminho da Geira e dos Arrieiros, perto do apartamento onde a vítima residia.

Tiraram o lençol e os atacadores, que atiraram para um campo vizinho e puseram a mala de mão junto ao corpo. Que viria a ser descoberto logo pela manhã por transeuntes.

APAGAR VESTÍGIOS

De seguida, foram lavar o carro, por dentro e por fora, para apagar vestígios.

No dia seguinte, a PJ/Braga entrou na casa do Fujacal e encontrou vestígios abundantes do crime: o telemóvel de Maria da Graça, objectos pessoais e uma cópia do testamento que fizera a favor do “namorado”. E um frasco aberto com lixívia. Isto para além de vestígios de ADN.

Levados ao juiz, Maria Helena confessou o crime, mas ele negou.

O julgamento terá 20 testemunhas, entre as quais quatro agentes da PJ de Braga e dois peritos do Tribunal.

Share on facebook
Partilhe este artigo no Facebook
Share on twitter
Twitter
COMENTÁRIOS
OUTRAS NOTÍCIAS