Quarenta tripulantes portugueses da TAP e da Hi Fly estão retidos em Caracas após os sismos na Venezuela. No aeroporto, uma das pistas está inoperacional e há incerteza quanto ao regresso.
Em causa estão 11 tripulantes da TAP, que estavam hospedados num hotel perto do aeroporto que acabou por ruir, e duas tripulações da Hi Fly.
“A tripulação da TAP está neste momento em outro hotel em Caracas, numa zona diferente da cidade. O hotel onde estavam alojados ruiu, mas os tripulantes estão fisicamente bem, embora emocionalmente muito abalados devido ao medo, receio e angústia que viveram naquele momento”, contou ao ECO o presidente do SNPVAC, Ricardo Penarróias.
“O hotel onde estava alojada a tripulação da TAP ruiu, mas os tripulantes estão fisicamente bem, embora emocionalmente muito abalados devido ao medo, receio e angústia que viveram naquele momento”, disse.
Os 11 tripulantes da TAP tinham chegado a Caracas a 22 de junho e estavam hospedados num hotel próximo do aeroporto, sendo a unidade hoteleira uma das infraestruturas que acabou por ruir.
Neste momento, os tripulantes “estão bem”. Apenas um sofreu ferimentos ligeiros ao tentar sair do hotel que ruiu.
“Não requer cuidados médicos especiais, está tudo sob controlo”, adianta Ricardo Penarróias.
AVIÃO DANIFICADO
Já uma das tripulações da Hi Fly encontrava-se na pista a realizar o embarque no momento do sismo. “A aeronave ficou danificada. Havia uma manga ligada ao avião, o que provocou danos estruturais na aeronave”, explica o líder do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil, citado pela CNN Portugal.
“Não há feridos entre os elementos da Hi Fly, embora não seja conhecido o local onde foram realojados, explica Ricardo Penarróias.
O presidente do SNPVAC recorda ainda que o aeroporto sofreu danos e que a situação “está a ser analisada ao minuto”.
“Uma das pistas está inoperacional. As informações vão surgindo em conta-gotas. Ainda não há uma indicação clara sobre quando estas pessoas poderão regressar, mas a garantia que temos é de que tudo está a ser feito para que isso aconteça o mais rapidamente possível”, conclui Ricardo Penarróias.
“Ainda não há uma indicação clara sobre quando estas pessoas poderão regressar, mas a garantia que temos é de que tudo está a ser feito para que isso aconteça o mais rapidamente possível”, acrescentou.
Em declarações à Lusa, o secretário de Estado das Comunidades, Emídio Sousa, afirmou que não há, para já, portugueses entre as vítimas mortais. Fonte oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros adiantou ao ECO que foram recebidos quatro contactos no Gabinete de Emergência Consular para localização de familiares incontactáveis.



