O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deixou este sábado duras críticas e uma ameaça velada ao regime cubano, ao mesmo tempo que afastou a possibilidade de María Corina Machado assumir a liderança da Venezuela no cenário pós-Maduro.
Em declarações públicas, Trump afirmou que “Cuba não está a ser boa para os cubanos” e que o sistema político do país “não tem sido bom para as pessoas”. O presidente norte-americano sublinhou que a situação em Havana será abordada futuramente por Washington. “Cuba é algo que acabaremos por falar. Queremos ajudar as pessoas em Cuba e as que tiveram de fugir de Cuba”, declarou.
As críticas foram reforçadas pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, que classificou o país como “um desastre”. “É gerida por um homem incompetente e senil. A economia está despedaçada. Se estivesse no Governo em Havana, estaria preocupado”, afirmou Rubio, numa das declarações mais duras da atual administração em relação ao regime cubano.
No mesmo contexto, Donald Trump afastou María Corina Machado, líder da oposição venezuelana e vencedora do Prémio Nobel da Paz, de uma eventual liderança futura da Venezuela. Questionado sobre essa possibilidade, o presidente dos EUA foi perentório: “Não tem o apoio suficiente dentro do país, não tem respeito dentro do país”.
Trump revelou ainda que a atual vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, terá manifestado disponibilidade para cooperar com os Estados Unidos. Segundo o presidente norte-americano, Rodríguez manteve uma longa conversa com o secretário de Estado, Marco Rubio, durante a qual terá afirmado: “Faremos o que for necessário”.
As declarações surgem num contexto de forte instabilidade política na América Latina, marcado pela recente captura de Nicolás Maduro pelas forças norte-americanas e pelo reposicionamento estratégico dos Estados Unidos em relação a regimes considerados hostis na região.
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