Os embaixadores dos 27 Estados-membros da União Europeia (UE) chegaram a acordo, esta quarta-feira, em Bruxelas, sobre a concessão de um empréstimo de 90 mil milhões de euros à Ucrânia e a adoção de um vigésimo pacote de sanções contra a Rússia. A decisão segue agora para aprovação formal por escrito.
O entendimento foi possível após a Hungria retirar o veto que vinha bloqueando o processo. A mudança de posição ocorre depois de Budapeste ter voltado a receber petróleo russo, interrompido durante cerca de dois meses, na sequência de danos no oleoduto Druzhba.
A reparação da infraestrutura, que atravessa território ucraniano, foi determinante para desbloquear o impasse. O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, tinha indicado que os trabalhos estavam condicionados à libertação de fundos que estavam retidos devido à oposição da Hungria e da Eslováquia.
O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, já havia sinalizado que levantaria o veto assim que o fornecimento energético fosse restabelecido.
Entretanto, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, agradeceu publicamente a Zelensky pela conclusão das reparações, sublinhando a importância do gesto para o avanço das decisões europeias.
Antes deste acordo, a UE equacionava utilizar ativos russos congelados como garantia para o empréstimo, proposta que acabou por ser bloqueada pela Bélgica, onde se concentra a maior parte desses fundos.
O pacote agora acordado reforça o apoio financeiro a Kiev e intensifica a pressão económica sobre Moscovo, num contexto de prolongamento do conflito e de crescente envolvimento diplomático europeu.
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