A Universidade do Minho acolhe esta sexta-feira, 24 de abril, o lançamento do livro Morte Digital: questões pessoais e patrimoniais, considerado o primeiro em Portugal dedicado ao tema da morte em contexto digital. A sessão decorre às 10h00, na Escola de Direito, em Braga.
A obra, com cerca de 250 páginas e editada pela Gestlegal, analisa as implicações jurídicas e científicas associadas à presença digital após a morte, abordando matérias como a proteção de dados pessoais, direitos de personalidade, direitos de autor, herança digital e testamento digital.
O livro resulta de um projeto de investigação desenvolvido no Centro de Investigação em Justiça e Governação (JusGov), coordenado pelos investigadores Pedro Dias Venâncio e Tiago Branco da Costa, com a participação de uma equipa multidisciplinar.
Ao longo dos últimos três anos, o projeto promoveu vários workshops que reuniram especialistas de Portugal e Espanha, explorando o tema sob diferentes perspetivas, incluindo jurídica, sociológica, psicológica e artística.
Segundo Pedro Dias Venâncio, a crescente digitalização da vida pessoal e profissional levanta novos desafios após a morte, uma vez que “cada vez mais deixamos na Internet um rasto que perdura depois da morte dos seus criadores”. Já Tiago Branco da Costa sublinha que a obra pretende fomentar um debate alargado sobre as implicações da chamada “pegada digital”.
A sessão de lançamento contará com intervenções da diretora do JusGov, Flávia Noversa Loureiro, e da responsável do grupo E-Tec, Sónia Moreira, incluindo ainda uma palestra sobre transmissão de criptomoedas por João Nuno Barros.
A iniciativa destina-se ao público em geral, com especial enfoque em profissionais, académicos e estudantes das áreas do direito, psicologia, sociologia e informática, bem como a autores e entidades ligadas à gestão de direitos de autor.




