A Polícia Judiciária (PJ) de Braga está a investigar um caso de alegado abuso sexual contra um menor de 10 anos de idade. O crime terá ocorrido há cerca de três semanas no interior do bar de um posto de combustível, localizado em Valença. O principal suspeito é um agente reformado da Polícia de Segurança Pública (PSP), identificado como A., avançou o jornal Correio do Minho.
O caso foi denunciado às autoridades após o alerta de uma funcionária do estabelecimento. Segundo o relato da mãe da vítima, o suspeito aproveitava as visitas frequentes da família ao local para chamar o rapaz para junto da sua mesa. Nesse momento, procedia a toques indesejados nas partes íntimas da criança.
O ato em concreto terá ocorrido enquanto a progenitora se encontrava distraída numa conversa com um explicador. No final do encontro, a funcionária abordou a mãe para relatar os factos. O comportamento suspeito foi também confirmado pelo comportamento do menor no automóvel, que demonstrava dificuldades físicas em sentar-se normalmente e forte resistência em falar sobre o sucedido.
A investigação conta com provas materiais e testemunhais consideradas fundamentais: as imagens de videovigilância (O circuito interno do estabelecimento registou os factos); e testemunhos (o depoimento presencial da funcionária da área de serviço já foi recolhido).
A situação gerou um forte impacto psicológico na vítima e na dinâmica familiar. A mãe relata que o menor sofre agora de graves perturbações de sono, acordando frequentemente a meio da noite com pesadelos. A própria progenitora, que já se encontrava de baixa médica por depressão, viu o seu estado de saúde mental agravar-se face aos acontecimentos.
A denúncia inicial permitiu recolher relatos adicionais junto de populares locais. A mãe da vítima afirma ter tomado conhecimento de outros alegados comportamentos abusivos anteriores praticados pelo mesmo indivíduo.
Confrontado informalmente, o suspeito ter-se-á defendido invocando o seu antigo cargo na PSP, afirmando que o estatuto de ex-autoridade o protegeria de consequências legais.
As investigações criminais prosseguem sob a alçada da Polícia Judiciária para apurar a totalidade dos factos.
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