O Governo vai avançar com um conjunto de obras de modernização em várias estações e apeadeiros da Linha do Minho, com o objetivo de adaptar as plataformas à operação de comboios Intercidades (IC) e reforçar as condições de segurança e acessibilidade.
De acordo com informação avançada pelo Porto Canal, estão previstas intervenções em 26 paragens ao longo da linha. As obras incluem o aumento e alteamento dos cais, permitindo que os comboios possam parar corretamente junto às plataformas.
O plano prevê o prolongamento das plataformas para 220 metros nas estações com serviço Intercidades e para 150 metros nas restantes, eliminando constrangimentos que atualmente obrigam, em некоторых casos, os passageiros a deslocarem-se dentro das composições para conseguirem sair em segurança.
O cronograma das intervenções arranca já em 2026, abrangendo as estações de Barcelos, Valença e São Pedro da Torre, bem como o apeadeiro de Carreira.
A partir de 2027, o programa será alargado a um conjunto mais vasto de localidades, incluindo Caminha, Vila Nova de Cerveira e Moledo, entre outras.
Destaque ainda para a intervenção prevista na estação de Viana do Castelo, que será mais abrangente, incluindo trabalhos ao nível da via, catenária, sinalização e acessibilidades. O projeto encontra-se já numa fase avançada.
Apesar da modernização e eletrificação da Linha do Minho, concluídas entre 2019 e 2021, com um investimento global de 86 milhões de euros — dos quais 68 milhões cofinanciados pelo programa Compete 2020 — persistem limitações em algumas plataformas, consideradas demasiado curtas para os comboios atuais.
Com este conjunto de obras, o Executivo pretende resolver definitivamente essas limitações, assegurando uma operação ferroviária mais eficiente e melhores condições para os passageiros numa das principais ligações do norte do país.



