O processo de venda do Novo Banco ficou oficialmente concluído, com a aquisição integral da instituição pelo grupo francês BPCE, por um valor total que ascende aos 6,7 mil milhões de euros, anunciou esta quinta-feira o Ministério das Finanças em comunicado.
O Governo português “congratulou-se” com a conclusão da operação, que marca a saída definitiva do Estado e do Fundo de Resolução da estrutura acionista do banco, criado na sequência da resolução do antigo Banco Espírito Santo.
Segundo os dados divulgados, o valor inicialmente acordado de 6,4 mil milhões de euros foi revisto em alta, refletindo o desempenho financeiro do banco liderado por Mark Bourke. O preço final foi fixado em 6,5 mil milhões de euros a 31 de dezembro de 2025, com base num rácio preço/lucros de 7,85 vezes e num lucro líquido de 828 milhões de euros nesse ano.
No entanto, o aumento do capital próprio registado nos primeiros meses de 2026 elevou a operação para 6,7 mil milhões de euros, valor agora confirmado no fecho da transação.
O Novo Banco foi vendido em 2017 ao fundo norte-americano Lone Star, que detinha 75% do capital, sendo os restantes 25% divididos entre o Estado português e o Fundo de Resolução. A entrada do BPCE na estrutura acionista resultou de um processo de venda iniciado no ano passado, que avaliava inicialmente o banco em 6,4 mil milhões de euros.
O grupo francês superou outras instituições interessadas, incluindo o CaixaBank, reforçando assim a sua presença no mercado financeiro português. Em comunicado, o CEO do BPCE, Nicolas Namias, afirmou que a operação representa um reforço do compromisso de longo prazo com Portugal e com a estratégia de expansão europeia do grupo.
O responsável destacou ainda o contributo das equipas envolvidas e agradeceu a confiança das autoridades portuguesas ao longo do processo, sublinhando que a aquisição se enquadra no plano estratégico “Vision 2030”.



