As primeiras Jornadas Culturais do Cávado estão a decorrer este sábado na Vila de Prado, no concelho de Vila Verde, numa iniciativa marcada pela homenagem ao escritor pradense D. João de Castro e pela valorização do património histórico e cultural da região.
A sessão de abertura foi presidida pelo Secretário de Estado da Cultura, Alberto Santos, e decorreu no Centro Interpretativo do Artesanato em Cerâmica (CIAC), espaço que acolhe o evento e que foi destacado como símbolo da ligação entre memória histórica e dinâmica cultural contemporânea.
O programa integra conferências dedicadas a temas como a Revolta da Maria da Fonte, Camilo Castelo Branco, os Caminhos de Santiago, a olaria tradicional e o vinho verde, reunindo especialistas de diferentes áreas. A iniciativa inclui ainda um almoço temático com gastronomia regional e a inauguração de exposições.
Homenagem a D. João de Castro
Um dos pontos centrais destas jornadas é a homenagem ao escritor D. João de Castro, que viveu durante cerca de duas décadas na Vila de Prado e aí desenvolveu parte significativa da sua obra literária.
A presidente da Câmara Municipal de Vila Verde, Júlia Fernandes, sublinhou a importância de “revitalizar a identidade territorial” e de valorizar figuras ligadas ao concelho, defendendo que a cultura deve ser encarada como “pilar estruturante do desenvolvimento local”.
A autarca destacou ainda a importância do património imaterial da região, referindo a olaria como exemplo da ligação entre tradição e modernidade, e sublinhando o papel dos agentes culturais e educativos na promoção da inclusão e do conhecimento.
Na sua intervenção, Júlia Fernandes afirmou que o evento pretende reforçar a identidade do território e promover a partilha de conhecimento entre diferentes áreas científicas e culturais, defendendo que iniciativas como esta contribuem para a coesão social e para a valorização da herança local.
A autarca adiantou ainda a intenção de dar continuidade ao projeto com futuras edições dedicadas a outras figuras da cultura regional.
Governo destaca ligação entre cultura e território
O Secretário de Estado da Cultura, Alberto Santos, destacou a importância do evento enquanto exemplo da articulação entre património, história e desenvolvimento local.
O governante sublinhou que o espaço onde decorrem as jornadas “concentra uma forte carga simbólica e histórica”, lembrando o seu passado ligado à administração local e à Revolta da Maria da Fonte, bem como à residência de D. João de Castro.
Para Alberto Santos, a iniciativa demonstra que a cultura “não depende apenas do Estado, mas sobretudo da capacidade das comunidades e autarquias em dinamizar o seu património”, considerando que estas jornadas contribuem para evitar o esquecimento e reforçar a identidade coletiva.
Identidade, memória e futuro
Ao longo do dia, o programa procura cruzar diferentes dimensões culturais, desde a literatura à gastronomia, passando pela história local, artesanato e tradições religiosas e populares.
A organização sublinha que o objetivo é afirmar o Cávado como um território de identidade forte, onde o passado e o presente se articulam como base para o desenvolvimento cultural e social futuro.
A sessão de abertura contou ainda com a atuação da banda “Antikua”.
[email protected] / Com Emílio Costa (CO 1179)
















































