No arranque para o segundo mandato na liderança da câmara municipal de Vila Verde, Júlia Fernandes abre o livro e lança as grandes prioridades e linhas estratégicas. A água, saneamento, a rede viária e as escolas continuam no topo da lista da autarca. Lá está também a «luta constante» pela Variante a Vila Verde, para que este projecto estruturante entre num próximo Orçamento de Estado.
Avança que a empresa responsável pela recolha do lixo aguarda a chegada de novos camiões, mas, se acontecerem mais falhas, não descarta a rescisão do contrato.
Anuncia a criação de uma Academia Sénior, Centro de Artes e Cultura e espaços de Happening e performance para Jovens no ‘falhado’ projeto de Centro de Ciências Gastronómicas.
A Adega Cultural, que vai ter um prolongamento com o Parque da Vila, também sofre ligeiras alterações face à matriz inicial, pois vai ter Museu da Vinha e do Vinho Verde e um Centro de Criação Artística. O mercado de produtos locais até pode nem vir a ser instalado no local.
Porém, a par do investimento de cerca de 10 milhões no Eixo Periférico Norte-Sul (alternativa imediata à Variante) e a Variante Prado Oleiros, destaca-se o investimento de 14 milhões no alargamento da rede pública de água, sobretudo nas bacias do Homem, Neiva e Vade. Acabarão as redes das freguesias, que serão incorporadas no sistema municipal, a troco de compensações financeiras.
E descansem os mais impacientes que querem construir no concelho, pois a discussão pública do PDM vai avançar em breve e o documento deve estar pronto a implementar nos próximos seis meses. Com isto, vai ser feita uma aposta ‘arrojada’ no alargamento da rede de saneamento.
Com um parque empresarial para a Ribeira do Neiva em agenda, Júlia Fernandes assume o lançamento de novos trilhos nos vales do Vade e do Neiva, a inauguração do miradouro em Valdreu e o avanço das Ecovias do Gaião ao Faial e de Porto Carrero até Coucieiro.
Do ponto de vista político, Júlia Fernandes agradece «a confiança dos vilaverdenses» e assegura que não guarda ressentimentos com os ataques de que foi alvo no decurso da campanha eleitoral. Mas avisa que não esquece e lembra o que o povo diz: «Quem não se sente, não é boa gente».
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