O Partido Socialista de Vila Verde alertou para o que considera ser um conjunto de “situações urgentes e inadiáveis” relacionadas com a gestão de infraestruturas municipais, segurança e utilização de recursos públicos, durante a sessão da Assembleia Municipal realizada na última noite.
O deputado municipal Carlos Araújo centrou a sua intervenção em vários pontos que classificou como problemáticos, com especial destaque para a situação da Central de Camionagem do concelho, assunto levado ao órgão deliberativo municipal por um grupo de cidadãos.
No que respeita a esta infraestrutura, o eleito socialista afirmou que, mais de um ano após o incêndio ocorrido no edifício, não foram realizadas intervenções estruturais significativas. Entre as situações apontadas, referiu a falta de limpeza dos espaços afetados, a utilização de um quadro elétrico provisório exposto e a recente queda parcial de elementos do teto.
Carlos Araújo criticou ainda o estado geral do equipamento, afirmando que o mesmo continua em funcionamento sem reunir, no seu entendimento, condições adequadas de segurança e legalização.
Outro dos temas abordados foi o estado da rede viária municipal. O deputado descreveu várias estradas e caminhos como estando em “estado absolutamente degradado”, referindo a existência de buracos frequentes e o aumento de processos relacionados com danos em viaturas atribuídos às más condições do piso.
A iluminação e localização de passadeiras foram igualmente alvo de críticas, com o PS a alertar para situações de reduzida visibilidade em alguns pontos do concelho, o que poderá representar risco para peões e condutores.
O relvado sintético do Campo de Oleiros foi também mencionado, com o partido a questionar o Executivo sobre eventuais anomalias, inspeções realizadas e existência de reclamações formais relativas à obra recentemente concluída.
Por fim, Carlos Araújo abordou o processo judicial relacionado com a ACA, no qual o Município foi condenado ao pagamento de cerca de 1,7 milhões de euros, acrescidos de juros que poderão ultrapassar os 500 mil euros. O deputado questionou a eventual existência de averiguações internas e a responsabilização política e financeira pelos custos adicionais para o erário público.
O Partido Socialista defendeu a necessidade de respostas “claras e imediatas” por parte do Executivo municipal, sublinhando que estão em causa questões de segurança, manutenção de património público e boa gestão dos recursos municipais.
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