O PS de Vila Verde manifestou, esta quarta-feira, a sua “indignação” perante aquilo que classifica como “destruição do património cultural, histórico e ambiental” da freguesia de Soutelo devido ao abate de três tílias.
“Com sentido de responsabilidade pública e profundo respeito pela identidade das nossas freguesias, o Partido Socialista de Vila Verde manifesta a sua total indignação perante a decisão do atual executivo da freguesia de Soutelo de proceder ao arranque das três tílias situadas em frente à sede da Junta de Freguesia — árvores com valor ambiental, histórico e simbólico para a comunidade”, refere o PS.
Em comunicado, a concelhia socialista recorda que “uma destas tílias foi plantada pelo arquiteto Eduardo Souto Moura, figura maior da arquitetura portuguesa e personalidade profundamente ligada à história de Soutelo. “importa igualmente sublinhar que Filipe Silva, atual vereador do Partido Socialista e então Presidente da Junta de Freguesia, foi quem conduziu o processo das comemorações dos 500 anos de Soutelo e quem plantou estas árvores, num gesto que procurava recuperar a memória local e valorizar o espaço público”.
Para o PS, “a remoção destas tílias — incluindo aquela plantada por Souto Moura e as restantes integradas no projeto comemorativo — representa um ato de desrespeito pelo património cultural, pela história da freguesia e pelo trabalho desenvolvido em prol da comunidade”.
“O PS Vila Verde considera inaceitável que, numa freguesia com necessidades reais e urgentes, o executivo dedique tempo e recursos a destruir o que estava bem, ignorando prioridades que a população há muito reclama. Existem obras estruturais por realizar, infraestruturas que aguardam intervenção e problemas que exigem respostas imediatas. Nada disto pode ser secundarizado”, aponta.
EXIGE ESCLARECIMENTOS
Em função disso, a concelhia socialista pretende que a Junta de Freguesia “preste esclarecimentos imediatos” sobre “as razões que motivaram o arranque das árvores, a ausência de consulta ou comunicação prévia à população, os critérios utilizados para justificar esta intervenção e os custos associados à operação e o impacto nas prioridades da freguesia”.
“A defesa do património cultural, histórico e ambiental é uma responsabilidade de todos os que exercem funções públicas. Soutelo merece respeito, transparência e decisões que valorizem o seu futuro — não ações que o empobrecem. O Partido Socialista de Vila Verde continuará a acompanhar este processo e a defender os interesses da população, exigindo que a freguesia seja governada com seriedade, visão e sentido de responsabilidade”, conclui o comunicado.
O jornal “O Vilaverdense” tentou ouvir a presidente da Junta de Soutelo, Cláudia Vasconcelos, mas ainda não foi possível.




