O Vodafone Rally de Portugal regressa ao calendário do World Rally Championship (WRC) entre os dias 7 e 10 de maio, naquela que será a sexta prova da temporada e uma das mais aguardadas do ano, com um formato reforçado e maior intensidade competitiva logo desde o arranque.
A grande novidade da edição de 2026 passa pela introdução de competição já na quinta-feira, dia 7 de maio, com três classificativas iniciais, alargando para três dias e meio o período de ação em estrada. O objetivo é aumentar o espetáculo e a exigência técnica desde o primeiro momento.
Novidades nos troços e alterações de percurso
As mudanças mais significativas concentram-se nos dois primeiros dias de prova. A super-especial da Figueira da Foz apresenta um traçado renovado, enquanto na sexta-feira várias especiais emblemáticas surgem em sentido inverso ao habitual, incluindo Arganil e Góis. A Lousã estreia-se com um percurso totalmente novo.
No sábado estão previstos nove troços, enquanto o domingo será decisivo com quatro especiais, incluindo a icónica segunda passagem por Fafe, que volta a ser a Power Stage. A cerimónia de pódio passa igualmente a realizar-se junto ao final da última classificativa, reforçando o impacto mediático do desfecho da prova.
No total, os concorrentes irão disputar 23 especiais cronometradas, num total de 344,91 quilómetros competitivos, percorrendo ainda 1874,58 quilómetros de ligação pelo Centro e Norte do país.
Lista de inscritos com elite mundial e forte presença portuguesa
A prova contará com 70 equipas inscritas, incluindo as principais formações do WRC. Elfyn Evans lidera o campeonato e será um dos principais candidatos, integrando a forte armada da Toyota, que coloca cinco carros entre os primeiros classificados do campeonato.
Entre os nomes mais sonantes destaca-se também o francês Sébastien Ogier, oito vezes vencedor em Portugal, que procura reforçar o seu estatuto como o piloto mais bem-sucedido da história da prova. Também Elfyn Evans e Thierry Neuville já sabem o que é vencer em solo português.
Portugal estará igualmente bem representado, com Armindo Araújo entre os nomes experientes da competição nacional.
Estrutura da prova e impacto económico
A edição de 2026 inclui 11 equipas em Rally1, 44 em Rally2 e 13 em Rally3, envolvendo ainda participações no WRC2, WRC3 e JWRC.
A organização sublinha o impacto económico e turístico do evento, que volta a ter base operacional na Exponor, em Matosinhos. Os trabalhos começam no dia 3 de maio, com verificações administrativas, seguidos de reconhecimentos entre 4 e 6 de maio.
Com milhares de espetadores ao longo dos troços e forte projeção internacional, o Rally de Portugal mantém-se como uma das provas mais emblemáticas do calendário mundial de ralis.



