O presidente da Direção da Sociedade Histórica da Independência de Portugal, o ex-líder centrista José Ribeiro e Castro, deixou, esta segunda-feira, críticas às poucas verbas destinadas a esta entidade – “meio salário mínimo por mês” -, um problema que disse estender-se desde os Governos PS, mas que não mudou no atual do PSD/CDS-PP (AD).
“Antes podia refugiar-me na ideia de que não tenho culpa, não votei PS, mas agora embaraço-me ao dizer aos meus botões: eu tenho culpa, eu votei AD. É um pensamento bastante insuportável”, afirmou, lamentando também ainda não ter conseguido ser recebido pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro.
Segundo Ribeiro e Castro, o Governo responde “à indiferença com indiferença”.
O antigo líder do CDS-PP relatou, na sua intervenção, uma conversa que disse ter tido esta segunda-feira de manhã com uma popular nos Restauradores, na qual ela lhe terá manifestado estranheza pela ausência do primeiro-ministro, que também não esteve presente nas cerimónias do ano passado.
Minutos depois, o ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, aproveitou para responder que o Governo esteve representado “como um todo” e, no final, negou haver qualquer melindre com estas palavras.
Melo destacou a grandeza dos que recuperaram a independência política do país e considerou que esta grandeza se encontra, no Portugal contemporâneo, ainda nos antigos combatentes vivos e nos militares das Forças Armadas, quer dos atuais, quer dos que fizeram o 25 de Abril e o 25 de Novembro.
“As Forças Armadas são hoje legatárias do espírito do 1.ª de Dezembro, porque são a manifestação viva de todas as conquistas, a essência da nação portuguesa, a primeira expressão de soberania e a última fronteira da nossa independência”, exaltou o ministro, alargando este “espírito de grandeza” aos profissionais de saúde, professores, agricultores, forças de segurança, empresários ou desportistas.



