O excesso de velocidade continua a ser a infração mais frequente detetada pelas autoridades nas estradas nacionais. Representa 60,5% do total das infrações no ano de 2024, de acordo com os dados do Relatório Anual da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, hoje divulgado.
Apesar disso, registou-se uma diminuição de 5,9% face a 2023, confirma o relatório.
Aliás, a ANSR destaca precisamente as diminuições registadas, nomeadamente as relativas ao uso de cinto de segurança (-23,2%) e à condução sob efeito de álcool (-23,1%).
MENOS DETIDOS
Um dos dados otimistas do relatório anual é a diminuição considerável da criminalidade rodoviária.
Em 2024, foram detidos 27,9 mil condutores (um número ainda elevado), mas tal significa uma diminuição de 31,2% das detenções face a 2023, confirma a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária.
55,8% das detenções ficaram a dever-se à condução sob o efeito de álcool, mas, mesmo assim, também aqui há uma redução considerável dos detidos (-30,2%) em 2024, face ao ano anterior.
Segue-se a detenção por falta de habilitação legal para conduzir (carta de condução), que representa 30,4% das detenções, mas também aqui há uma diminuição de 43,2% face a 2023.
Em 2024, foram submetidos a teste de pesquisa de álcool 2,1 milhões de condutores, o que representa uma diminuição de 9,3% face a 2023.
A taxa de infração (número de infrações por álcool/número de testes efetuados) desceu de 1,94% em 2023 para 1,64% em 2024, o que representa uma redução de 15,3%.
De sublinhar ainda que, até dezembro do ano passado, 757,3 mil condutores encontravam-se sancionados com subtração de pontos no âmbito do Sistema de Carta por Pontos. Desde 2016, 3.425 condutores ficaram com o seu título de condução cassado.
FALTA DE SEGURO AUMENTA 54,6%
Uma das infrações mais preocupantes detetadas pelas autoridades nas ações de fiscalização rodoviária durante o ano é a da condução sem seguro rodoviário correspondente.
De acordo com o relatório anual da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, houve um aumento de 54,6% destas infrações no ano passado, face ao ano de 2023.
O mesmo acontece em relação à falta de inspeção periódica obrigatória, que registou, em 2024, um aumento de 26,9% quando comparada com os dados registados no ano anterior.



