O Tribunal de Braga considerou inimputável a mulher, de 27 anos, que esfaqueou e incendiou a mãe, em agosto de 2024, na Vila de Prado, em Vila Verde, pelo que lhe determinou a medida de segurança de internamento, no mínimo por três anos.
De acordo com a sentença, citada pelo Jornal de Notícias, o tribunal considerou que, “com o seu comportamento”, a arguida “preencheu o tipo objetivo dos crimes de homicídio na forma tentada e de detenção ilegal de arma”.
No entanto, “a imputabilidade é o primeiro dos requisitos do juízo de culpa criminal” e, à data dos factos, a mulher “padecia, como padece, desde 2013, de patologia de linha psicótica e personalidade disfuncional, com diagnóstico provável de esquizofrenia”.
O JN adianta que o entendimento do coletivo de juízes foi que a arguida “tem personalidade que lhe confere marcada perigosidade e, face à natureza da doença, à gravidade dos factos, é de recear que possa cometer crimes idênticos”.
Por isso mesmo, o tribunal determinou que seja internada, no mínimo por três anos. Poderá vir a ser libertada se tal se revelar “compatível com a defesa da ordem jurídica e da paz social”.
Ferida e com queimaduras em diversas zonas corporais, a vítima conseguiu colocar-se em fuga, tendo sido prontamente socorrida por familiares, que também extinguiram as chamas do quarto, evitando a sua propagação a todo o edifício. Foi transportada para o Hospital de Braga e, mais tarde, transferida para Coimbra, devido às queimaduras e feridas que apresentava.
Na base da agressão, segundo o Ministério Público, terá estado o facto de a mãe ter apresentado uma queixa por violência doméstica contra a filha. A agressora já se encontrava então a ser acompanhada por psiquiatra.



