A Polícia Judiciária, através do Departamento de Investigação Criminal de Braga, com a colaboração da GNR, deteve, «fora de flagrante delito», o presumível autor de quatro crimes de incêndio florestal, ocorridos entre 4 e 5 de julho em Terras de Bouro e Vieira do Minho.
«Entre as 22h00 e as 00h45, das referidas datas, as freguesias de Valdosende e Caniçada, foram atingidas por várias ignições que resultaram em incêndios florestais, causando alerta entre a população local e que consumiram extensa área florestal», avança o comunicado da Judiciária.
As diligências desenvolvidas permitiram apurar, na ocasião, «a presença de uma viatura, conduzida pelo suspeito, a circular a grande velocidade, que sem justificação, invertia o sentido de marcha, e em cujos locais de passagem foram imediatamente detetados diversos focos de incêndio, alguns deles evoluindo para a mancha florestal», continua.
«Em face da informação recolhida e identificação do suspeito, foi possível recolher prova indiciaria consistente que atesta a presumível autoria dos factos por parte deste», esclarece.
No mesmo comunicado, a PJ refere que «os vários locais onde os incêndios foram ateados situam-se em zonas com condições de propagação a manchas florestais extensas, gerando risco acentuado para toda a floresta, onde pontuam aglomerados habitacionais».
Salienta mesmo que «a zona em questão, rural, de orografia com declive acentuado, é amplamente conhecida pela sua biodiversidade, localizada contiguamente ao Parque Nacional Peneda-Gerês».
Os incêndios foram extintos pelos bombeiros e por populares, que precocemente os detetaram, impedindo a sua propagação.
As diligências realizadas permitiram, ainda, «a consolidação da prova» e levaram à detenção do suspeito, um homem de 32 anos, que será, amanhã, presente à autoridade judiciária para primeiro interrogatório e aplicação de medidas de coação.



