A Iniciativa Liberal (IL) voltou este domingo a criticar o crescimento da função pública e defendeu que é urgente acabar com a ideia de que um lugar no Estado é “um emprego garantido para a vida, independentemente do desempenho”.
Numa publicação divulgada nas suas redes sociais, o partido liderado por Mariana Leitão destacou que o número de funcionários públicos atingiu um máximo histórico, passando de cerca de 659 mil em 2015 para mais de 760 mil em 2025 – um aumento superior a 100 mil trabalhadores em dez anos.
Para os liberais, este crescimento não se traduziu numa melhoria efetiva dos serviços públicos. “Temos um Estado forte em números, mas fraco em resultados”, apontam, sublinhando que continuam a existir “filas de espera no SNS, tribunais lentos e uma burocracia sufocante”.
A IL acusa o Governo de se limitar a “anunciar reformas que nunca chegam” e de promover apenas “ajustes cosméticos” através de fusões de entidades, sem enfrentar os problemas de fundo.
Como alternativa, o partido propõe uma avaliação profunda da Administração Pública, que permita distinguir quem cumpre e quem falha. Segundo a IL, esse processo deveria conduzir ao despedimento de funcionários que “bloqueiam processos” ou “vivem à sombra da inércia”, de forma a libertar recursos para áreas prioritárias como a saúde, a educação e a justiça.
“O Estado deve servir os cidadãos e não a si próprio”, conclui a publicação.



