O Festival Extremo regressa à Falperra, território fronteiriço entre os concelhos de Braga e Guimarães, este sábado (18 de julho), propondo um dia de programação contínua, do nascer do sol até depois da meia-noite. A iniciativa reúne concertos, performances, instalações sonoras, oficinas, uma caminhada e visitas guiadas, num percurso que cruza natureza, património e criação artística contemporânea.
Depois da estreia, no âmbito da Braga 25 – Capital Portuguesa da Cultura 2025, o festival volta a afirmar-se como um projeto dedicado à exploração da paisagem através da música e da arte sonora. A edição de 2026 destaca nomes como Alessandro Cortini, Shane Parish, Valentina Magaletti, Calcutá, Pedro Augusto, Debit e Helviofox, entre outros artistas nacionais e internacionais.
A programação tem início às 06h00, no Seminário Carmelita, no Sameiro, com a atuação da portuguesa Calcutá, que apresenta o álbum Soon After Dawn. Pelas 07h45, arranca uma caminhada, sujeita a inscrição prévia, entre o Sameiro e a Falperra, durante a qual o público será surpreendido por intervenções artísticas, incluindo uma atuação da percussionista Valentina Magaletti e a performance “Deriva das Pedras”, criada por Pedro Augusto por encomenda do festival.
Já na Falperra, às 11h00, o músico venezuelano Molero apresenta o seu universo sonoro de inspiração tropical e onírica. A manhã termina com a ativação da instalação Habitat, concebida por Adriana Sá e John Klima, uma obra site-specific construída a partir de sons recolhidos na própria serra e que poderá ser visitada até às 20h00.
Durante a tarde, o coletivo bracarense Estudo do Meio dinamiza uma sessão de improvisação aberta ao público no Parque de Merendas. O programa inclui ainda uma oficina de eletrónica solar experimental, orientada por Inês Castanheira, outra dedicada aos biomateriais, com Ana Pereira, e uma visita guiada à fauna e flora da Falperra, promovida em parceria com a Guimarães 2026 – Capital Verde Europeia. As três atividades encontram-se já com lotação esgotada.
Ao final do dia, a Capela de Santa Maria Madalena recebe o guitarrista Shane Parish, seguindo-se uma atuação de Joana de Sá, que acompanha o pôr do sol com gravações de campo e manipulações eletroacústicas.
A programação noturna prossegue junto à Capela de Santa Marta do Leão com Debit, artista mexicano-americana que apresenta o álbum Desaceleradas, inspirado em antigas gravações de cumbia reinterpretadas numa linguagem eletrónica contemporânea.
Um dos momentos mais aguardados acontece às 23h15, com a atuação de Alessandro Cortini, reconhecido compositor de música eletrónica e antigo membro dos Nine Inch Nails, que leva à Falperra os seus ambientes sonoros imersivos. O encerramento fica a cargo de Helviofox, DJ ligado à editora Príncipe Discos, que cruza ritmos africanos, como kuduro, kizomba e tarraxinha, com house e techno.
Para facilitar o acesso ao festival, estarão disponíveis ligações especiais de autocarro entre Braga, Guimarães e a Falperra, em parceria com os Transportes Urbanos de Braga (TUB) e a GuimaBus. Os veículos acolhem ainda a instalação sonora “Comprimento de Onda”, da autoria de Luís Pinto, desenvolvida no âmbito do projeto Trajetos Comunicantes.
O acesso ao Festival Extremo é gratuito, sendo apenas necessária inscrição prévia para a caminhada. O evento integra o legado da Braga 25 – Capital Portuguesa da Cultura 2025, conta com o apoio dos municípios de Braga e Guimarães, da Guimarães 2026 – Capital Verde Europeia, e tem curadoria da Capivara Azul – Associação Cultural.



