O primeiro-ministro francês François Bayrou perdeu o voto de confiança. A Assembleia Nacional da França votou por 364 votos para expulsá-lo do cargo e derrubar o seu governo minoritário.
Um total de 364 deputados chumbaram a moção de confiança, contra 194 votos a favor, forçando a queda do Governo liderado por Bayrou, que terá agora de apresentar a renúncia ao presidente francês, Emmanuel Macron, possivelmente já na terça-feira.
O primeiro-ministro francês alertou esta segunda-feira que o “maior risco” para a França seria continuar “sem mudar nada”, defendendo a moção de confiança como “uma prova da verdade” face à urgência de reduzir a dívida.
“O nosso país trabalha, acredita que está a enriquecer e, todos os anos, empobrece um pouco mais. É uma hemorragia silenciosa, subterrânea, invisível e insuportável”, afirmou François Bayrou, na Assembleia Nacional francesa, antes da votação que acabou por pode provocar a queda do Governo, sendo várias vezes interrompido pela oposição.
O primeiro-ministro, no cargo há nove meses, justificou a convocação desta moção de confiança perante os 577 deputados franceses, e que muitos classificaram como suicídio político, por querer esta “prova da verdade”, numa Assembleia Nacional fragmentada (em três blocos: esquerda, centro-direita e extrema-direita) e sem maioria.
Dirigindo-se ao Parlamento, Bayrou disse que este é um “momento da verdade” e pediu aos deputados que concordassem de forma a enfrentar a iminente crise da dívida do país. Bayrou lembrou aos parlamentares que enfrentam “não uma questão política, mas histórica” que moldará o futuro da França.
Bayrou começou o discurso antes do voto de confiança sobre o orçamento de austeridade do Governo, afirmando que “o maior risco seria não correr riscos, deixar as coisas continuarem como estão, jogar política como de costume”.
Com RTP
(em atualização)



