O presidente do SC Braga, António Salvador, deixou esta segunda-feira críticas à arbitragem do jogo com o Sporting, realizado no domingo, que acabou empatado (1-1), pedindo “coerência” para uniformizar os critérios e as decisões arbitrais.
“O SC Braga acompanha o seu treinador Carlos Vicens, que no final do jogo deste domingo deu nota de um balneário confuso face aos critérios de arbitragem”, refere o comunicado assinado por Salvador, onde se lê que, “reforçando a sua confiança no setor, na sua liderança e no seu quadro de árbitros, o SC Braga não abdica de uma arbitragem com coerência e com critério, também no capítulo disciplinar”.
“O clube compreende que a tarefa dos árbitros e vídeo-árbitros esteja amplamente dificultada pelo terrorismo comunicacional indissociável de três clubes e da sua amplificação no espaço público e mediático. À data presente, o balanço das mudanças recentemente operadas e da anunciada nova era do nosso futebol só pode ser um: o ambiente à volta do jogo e dos seus protagonistas não melhorou, antes piorou”, acrescenta o texto.
António Salvador sublinha que “o nível da discussão recuou décadas e já vai na contabilidade dos vermelhos, dos verdes e dos azuis em cargos de poder, chegando ao cúmulo da inusitada revelação de supostas reuniões de mapeamento cromático”.
“Se há momentos nos quais as lideranças se revelam, eis-nos perante um deles. Em defesa da arbitragem e de todo o edifício do futebol, a FPF tem um de dois caminhos: ou revela, imediatamente, mão firme perante a desordem instalada; ou será corresponsável por tudo o que advenha da crescente toxicidade que se tem permitido a alguns clubes e dirigentes”, vinca.
António Salvador considera que “o SC Braga, a sua equipa técnica e o seu plantel deram na última semana uma prova cabal do seu compromisso, do seu empenho e da sua qualidade”. “Com a presente tomada de posição, o Clube não pretende enjeitar responsabilidades sobre a sua classificação, mas a esse propósito é também fundamental e urgente que algo seja feito em prol da competitividade do nosso futebol, que aliás reclamámos há vários anos”, assegura o dirigente.
Para Salvador, “é caricato que uma equipa com o histórico de duas décadas que o SC Braga tem, repetidamente com performance na Europa League e até com três presenças na Champions, a última das quais em 2023/24, tenha de realizar seis jogos para garantir acesso à segunda prova europeia”. “A perda de valor do nosso futebol, hoje ameaçado de ultrapassagem pela Bélgica, tem merecido sucessivos alertas ignorados, mas que é impossível continuar a calar”, enfatiza.



