Sem votos contra e com duas abstenções, o Partido Socialista (PS) avança com o apoio a António José Seguro às eleições presidenciais de 2026. Um dos que se absteve foi o antigo ministro da Saúde António Correia de Campos, apoiante de Henrique Gouveia e Melo, e, por isso, é um dos vários socialistas que não vai acompanhar a recomendação do partido. Contudo, Carlos César recusa uma divisão interna.
José Luís Carneiro e Carlos César entendem que António José Seguro é «a solução mais próxima das preocupações que motivam os cidadãos e os movimentos que se reclamam da esquerda democrática».
«Um partido que tem uma comissão nacional onde só há duas abstenções e todos esses votos a favor dificilmente está desunido. Está unido na apreciação sobre a recuperação eleitoral que fizemos nestas autárquicas, está unido na comunicação que fizemos de votar na abstenção a viabilizar o Orçamento de Estado e está unido na resolução que aprovamos de apoio à candidatura do doutor Seguro», justifica, em declarações aos jornalistas.
Um apoio que é uma recomendação, com o presidente socialista a sublinhar a liberdade de militantes e simpatizantes para votarem noutro candidato a Belém.
E a participação ativa do PS na campanha eleitoral também está colocada de parte: «O que o Partido Socialista aprovou hoje foi o apoio formal do Partido Socialista enquanto instituição a um dos candidatos e é aqui que o Partido Socialista esgota a sua participação enquanto entidade»
Ou seja, o apoio do PS começa e acaba na reunião da comissão nacional: «Enquanto partido, não tem nenhuma participação nas eleições presidenciais. Cada militante, cada dirigente, cada simpatizante, cada eleitor fará o que entender melhor. O que se sabe é que o Partido Socialista, entre os vários candidatos, tem preferência por António José Seguro».



