Os dois suspeitos da morte do militar da GNR envolvido numa operação de narcotráfico no rio Guadiana foram constituídos arguidos e libertados com termo de identidade e residência.
Os suspeitos, de nacionalidade espanhola, foram identificados pela GNR ao final da tarde de ontem e posteriormente interrogados pela Polícia Judiciária, que os libertou durante a madrugada.
Os suspeitos, que já estavam referenciados pelas autoridades por tráfico de droga, seguiam num carro de matrícula espanhola e transportavam quantias avultadas de dinheiro, de acordo com a Guarda Nacional Republicana.
Na noite de segunda-feira, um militar da GNR morreu e outros três ficaram feridos durante uma operação de patrulhamento no rio Guadiana, perto de Alcoutim, junto à fronteira espanhola.
A equipa estava a fazer uma ação de fiscalização quando foi abalroada por uma lancha rápida, ao que tudo indica, de narcotráfico.
A GNR confirma que a lancha dos suspeitos, que se colocaram em fuga, foi encontrada a arder a cerca de duas milhas (quase quatro quilómetros) do local do acidente, em circunstâncias ainda por apurar.
O Governo, através da ministra da Administração Interna, lamentou a morte do militar, tendo garantido que “tudo fará, nomeadamente em articulação com as autoridades espanholas para deter os autores deste crime”.



