O Ministério Público (MP) de Matosinhos arquivou o processo de investigação à morte de António Couto dos Santos, o ex-ministro natural de Esposende que morreu a seis de janeiro deste ano, num campo de golfe na Senhora da Hora.
Apesar do relatório da autópsia indicar que a casa da morte foi indeterminada, a perícia médica não exclui a possibilidade de que a mesma possa ter ocorrido por afogamento, após escorregamento para o lago, ao ir buscar uma bola.
A lona do lago tinha lama, lodo e marcas de escorregamento.
«Resulta que a morte pode ter-se devido a um acidente, não tendo sido recolhidos quaisquer indícios de que esta tivesse intervenção criminosa de terceiros, pelo que os factos não têm relevância jurídico -criminal. Não foi possível apurar a existência de indícios suficientes para a verificação de um crime», lê-se no despacho de arquivamento do procurador João Paulo Trindade.
NATURAL DE FORJÃES E MINISTRO DE CAVACO
Nasceu em 18 de maio de 1949, em Forjães, no concelho de Esposende, e fez o ensino secundário no liceu Passos Manuel, em Lisboa, licenciando-se depois em Engenharia Química pelo Instituto Superior Técnico da Universidade Técnica de Lisboa.
Nos governos chefiados por Cavaco Silva foi secretário de Estado da Juventude, ministro Adjunto e da Juventude, ministro dos Assuntos Parlamentares e ministro da Educação, entre 1985 e 1993.
Eleito deputado pelos distritos de Setúbal e de Aveiro, Couto dos Santos foi presidente do Conselho de Administração da Assembleia da República entre 2011 e 2015 e da Comissão Parlamentar de Saúde entre 2009 e 2011.
Teve também atividade empresarial, na Quimigal, foi presidente executivo da Associação Empresarial de Portugal, integrou o conselho de administração do Hospital da Amadora e presidiu à Casa da Música. Foi membro de órgãos sociais e consultor em diversos setores, incluindo a construção, energia e ambiente.



