Ricardo Cerqueira foi eleito para a Mesa Nacional do Bloco de Esquerda durante a XIV Convenção Nacional do Bloco, realizada no passado fim-de-semana, em Lisboa, que confirmou José Manuel Pureza novo líder nacional do partido. A também vilaverdense Micaela Gomes teve uma participação ativa durante a convenção bloquista, sobre «carreiras estáveis» na investigação científica em Portugal.
Integrados na comitiva distrital de Braga, destaca-se o debate político levado à convenção pelos militantes do distrito.
Com um total de 20 delegados, 16 subscritores da Moção A e 4 da Moção S, «Braga fez-se ouvir ao longo de todo o fim de semana, trazendo para o centro da discussão temas fundamentais para o futuro do país e do Bloco de Esquerda», destaca a liderança distrital bloquista.
Entre as intervenções mais destacadas, estiveram a de Chaima Badri, que sublinhou «a urgência de políticas de imigração justas e de respeito pelos direitos das pessoas migrantes»; a de Micaela Gomes, que chamou a atenção «para os desafios sentidos por quem desenvolve investigação científica em Portugal e para a necessidade de garantir carreiras estáveis e valorizadas», saudando a vitória alcançada pelo Bloco no Parlamento, «que obrigará o governo a formalizar contratos com os bolseiros da FCT»; e as de Ricardo Cerqueira, Bruno Maia, Alexandra Vieira, João Azevedo, Joana Neiva e José Maria Cardoso, que se centraram na organização interna, na estratégia partidária «e na importância de reforçar a participação e a mobilização social num momento político particularmente exigente».
ELEITOS PELO DISTRITO
Na eleição para a Mesa Nacional, a lista A obteve 384 votos (65 mandatos), a lista S 47 votos (8 mandatos), a lista H 26 votos (4 mandatos) e a lista B 15 votos (3 mandatos).
Do Distrito de Braga, foram eleitos para este órgão Alexandra Vieira, Bruno Maia, Joana Neiva e Ricardo Cerqueira. Já para a Comissão Política Nacional foram eleitas Alexandra Vieira, pela Moção S, e Joana Neiva, pela Moção A, «reforçando a pluralidade de sensibilidades do distrito no órgão executivo do partido».
Na votação das moções, a moção A obteve 372 votos, a moção B obteve 13 votos, a moção H obteve 16 votos, a moção S obteve 34 votos.
«Estes resultados ilustram uma vitória expressiva da Moção A, que definiu o rumo político que o Bloco de Esquerda seguirá no próximo ciclo. Esta escolha confirma a confiança da base militante numa orientação que combina firmeza nas propostas, capacidade de mobilização e compromisso com a justiça social», destaca.



