O preço das casas em Portugal voltou a subir em novembro, registando um aumento anual de 7,8% e atingindo um novo máximo histórico: 3.000 euros por metro quadrado (m²), segundo o índice de preços do idealista. Em comparação com o trimestre anterior, verificou-se ainda uma valorização de 1,6%.
Entre as cidades analisadas, Braga destacou-se com uma subida anual de 8,7%, passando o preço das habitações para 2.133 euros/m².
As maiores subidas de preços ocorreram em Santarém (27,2%), Beja (26,6%) e Portalegre (23,6%), liderando claramente a lista das valorizações. Seguem-se Setúbal (17%), Guarda (15,8%), Viana do Castelo (13,8%), Ponta Delgada (11,1%), Funchal (10,2%), Évora (9,9%), Coimbra (9,8%), Aveiro (9,5%), Viseu (9,1%), Braga (8,7%), Leiria (8,5%), Faro (6,1%), Porto (5,8%) e Lisboa (4,0%). Vila Real foi a única exceção, com uma descida anual de 1,6%.
A capital mantém-se como a cidade mais cara para comprar casa. Lisboa lidera, com 5.914 euros/m², seguida do Porto (3.908 euros/m²) e do Funchal (3.864 euros/m²). Logo depois surgem Faro (3.400 euros/m²) e Setúbal (2.957 euros/m²).
Na faixa média da tabela encontram-se Aveiro (2.740 euros/m²), Évora (2.567 euros/m²), Ponta Delgada (2.374 euros/m²), Coimbra (2.267 euros/m²), Braga (2.133 euros/m²) e Viana do Castelo (2.112 euros/m²).
Entre as cidades mais acessíveis para comprar casa estão Leiria (1.746 euros/m²), Viseu (1.705 euros/m²), Santarém (1.698 euros/m²), Vila Real (1.343 euros/m²), Beja (1.321 euros/m²), Portalegre (1.020 euros/m²) e, no fim da tabela, a Guarda (981 euros/m²).
Os dados confirmam a tendência de valorização contínua do mercado imobiliário, num cenário de procura elevada e oferta limitada, especialmente nos grandes centros urbanos.



