A Força Aérea Portuguesa mobilizou uma missão de ajuda humanitária para a Venezuela, na sequência dos sismos que devastaram várias regiões daquele país. Duas aeronaves KC-390 Millennium da Esquadra 506 – “Rinocerontes” descolaram, na noite de sexta-feira, da Base Aérea n.º 11, em Beja, transportando meios humanos e logísticos destinados às operações de socorro.
A operação integra uma Força Conjunta Nacional composta por 64 operacionais e cerca de 23 toneladas de material de apoio, com o objetivo de reforçar a resposta às populações afetadas pela catástrofe.
A missão foi coordenada pelo Estado-Maior-General das Forças Armadas, através do Comando Conjunto para as Operações Militares, tendo sido acompanhada, no momento da partida, pelo Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, João Cartaxo Alves.
A bordo das aeronaves seguem elementos da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro (UEPS), da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) e do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), reunindo equipas especializadas em busca e salvamento, recuperação de vítimas, resposta a catástrofes e assistência médica de emergência.
Entre os materiais transportados encontram-se equipamentos de proteção individual, meios de busca e salvamento, equipamento médico, medicamentos, tendas, geradores, bens alimentares e outros recursos considerados essenciais para apoiar as comunidades atingidas pelos sismos.
A operação resulta da articulação entre o Ministério dos Negócios Estrangeiros, o Ministério da Defesa Nacional, o Ministério da Administração Interna e o Ministério da Saúde, refletindo a resposta coordenada do Estado português à emergência humanitária.
Além de prestar auxílio às populações afetadas, a missão assume particular importância devido à existência de uma expressiva comunidade portuguesa e lusodescendente na Venezuela, uma das mais numerosas da América Latina.
Com esta operação, a Força Aérea reforça a sua capacidade de projeção rápida de meios em cenários de crise internacional, evidenciando a prontidão operacional e a cooperação entre as diversas entidades nacionais envolvidas em missões de assistência humanitária.




