O Sindicato Nacional da Polícia (SINAPOL) aprovou esta quinta-feira, por unanimidade, a rejeição de todas as propostas apresentadas pelo Ministério da Administração Interna e pediu a demissão da ministra Maria Lúcia Amaral, alegando falta de compromisso e riscos de novos protestos no setor.
Num comunicado enviado às redações, o sindicato acusa a tutela de apresentar propostas marcadas por “vicissitudes dilatórias” e de demonstrar uma “ausência de compromisso real” relativamente às reivindicações das forças de segurança.
No centro da contestação está a exigência de valorização profissional e salarial, que o SINAPOL considera só possível através de uma revisão urgente do Estatuto Profissional da PSP.
A estrutura sindical alerta ainda que, caso o Governo não altere de imediato as prioridades negociais para o setor, poderão regressar protestos com a mesma ou maior dimensão daqueles que ocorreram entre novembro de 2023 e março de 2024.
Segundo o comunicado, o SINAPOL entende que apenas uma mudança na liderança do Ministério da Administração Interna poderá evitar nova vaga de contestação nacional, defendendo que a atual ministra não reúne “condições políticas nem institucionais” para continuar no cargo.
O sindicato afirma que o primeiro-ministro terá agora de decidir entre manter “uma ministra fragilizada, sem peso político e incapaz de assegurar estabilidade e motivação nas forças de segurança”, arriscando uma escalada de protestos, ou avançar para a sua substituição.



