Antigo vice-presidente da Câmara de Gaia confirmou a vitória ao JN, reivindicando uma margem “confortável” de 60%. António Cunha já admitiu o desfecho que dita a mudança na liderança do desenvolvimento regional do Norte.
Álvaro Santos venceu as eleições para a presidência da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), realizadas esta segunda-feira, 12 de janeiro de 2026.
O candidato, que renunciou recentemente às funções na Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia para esta corrida, sucede assim a António Cunha no cargo mais influente da estrutura regional. A confirmação foi avançada pelo próprio Álvaro Santos ao jornal JN, revelando que, embora a contagem oficial ainda não tenha terminado, a vitória está garantida por uma “margem confortável”. Segundo as projeções do novo líder da CCDR-N, o resultado final deverá situar-se na casa dos 60% dos votos dos colégios eleitorais de autarcas.
António Cunha admite derrota
O atual presidente, António Cunha, que procurava a renovação do mandato com o apoio de grande parte das estruturas formais, já admitiu o desfecho eleitoral ao JN. A derrota de Cunha surge como uma surpresa em vários círculos políticos, considerando que o antigo Reitor da Universidade do Minho detinha o controlo da máquina institucional da CCDR-N até ao dia de hoje.
Um novo ciclo para o Norte
A vitória de Álvaro Santos, que contou com o apoio crítico de várias sensibilidades do PSD e de diversas autarquias de relevo, marca o início de um novo ciclo na gestão dos fundos estruturais e no planeamento estratégico do Norte de Portugal.
Durante a campanha, Santos defendeu um “salto qualitativo” e uma maior proximidade da CCDR-N às necessidades reais dos municípios, criticando o que apelidou de excessiva centralização da gestão atual.
As eleições desta segunda-feira mobilizaram milhares de autarcas (vereadores e deputados municipais) que compõem os colégios eleitorais.
Este novo modelo de eleição indireta, consolidado nesta votação de 2026, reforça a autonomia regional perante a administração central, entregando agora a Álvaro Santos a chave da execução do Portugal 2030 na região Norte.



