A tradição e a identidade da Vila de Prado estiveram em destaque na noite deste domingo. O palco da Feira dos Vinte encheu-se de cor, brilho e sonoridades ancestrais, numa celebração dos usos e costumes locais protagonizada pelos grupos da terra.
A programação cultural da Feira dos Vinte atingiu um dos seus momentos mais altos com a realização da Noite de Folclore. O evento, que atraiu uma moldura humana considerável ao recinto, serviu de montra para a preservação do património imaterial da região, num espetáculo marcado pelo rigor etnográfico e pelo fervor bairrista.
A noite foi conduzida pelas atuações do Rancho Folclórico da Casa do Povo da Vila de Prado e do Rancho Folclórico da Vila de Prado. Em cima do palco, os dois grupos proporcionaram um retrato vivo do passado, onde a harmonia dos instrumentos tradicionais e o vigor das vozes minhotas guiaram as danças que há gerações definem a alma pradense.
Um dos elementos que mais cativou a assistência foi o detalhe e a autenticidade dos trajes. As mulheres, “carregadas de chieira”, desfilaram o ouro ao pescoço e os bordados típicos, representando com dignidade a herança das suas antepassadas. Este cuidado visual, aliado à mestria técnica dos tocadores de concertina e acordeão, prendeu a atenção de locais e visitantes, que aplaudiram entusiasticamente cada “vira” e “cana-verde”.
A presença dos dois ranchos locais reforça o papel da Feira dos Vinte como um polo de resistência cultural. Mais do que um certame económico e pecuário, a feira assume-se como o palco onde a Vila de Prado reafirma a sua identidade perante o Minho e o país.
A Feira dos Vinte prossegue com a sua programação religiosa e gastronómica, mantendo as Papas à Moda dos Vinte como o principal atrativo para os próximos dias.
[email protected] / Com Emílio Costa (CO 1179)




















































































