Morreu esta quinta-feira o cineasta português João Canijo. Tinha 68 anos.
De acordo com a CNN, João Canijo teve um “ataque cardíaco fulminante” durante a noite. O corpo terá sido encontrado pela sua empregada doméstica a seguir ao almoço, diz o jornal Público, que cita o produtor Pedro Borges.
Realizador e autor, dirigiu mais de sete longas-metragens e três documentários. Foi assistente de realização de Manoel de Oliveira, Wim Wenders, Tanner e Schroeter.
Foi autor, entre outros, de “Sangue do Meu Sangue” (2011), “Viver Mal” (2023) e “Mal Viver” (2023).
“Sangue do meu Sangue” recebeu o Prémio da Crítica Internacional, em San Sebastián, Espanha, e o Grande Prémio do Júri, em Miami, Estados Unidos. Foi apresentado em mais de 60 festivais em todo o mundo.
Com “Mal Viver” conquistou o Urso de Prata no Festival de Berlim, em 2023. A longa-metragem foi candidata de Portugal a uma nomeação ao Óscar de Melhor Filme Internacional da 96.ª edição dos prémios norte-americanos de cinema,
“Mal Viver” arrecadou também o Prémio de Melhor Realizador no Festival de Montevideo e o Grande Prémio e o Prémio do Público no Festival de Las Palmas de Gran Canária, em Espanha. A nível nacional, na 13.ª edição dos Sophia, João Canijo recebeu o prémio de Melhor Realização e conquistou o de Melhor Filme.
João Canijo conquistou três Globos de Ouro de Melhor Filme: o primeiro em 2005, com “Noite Escura”, o segundo em 2012, com “Sangue do Meu Sangue” e o terceiro em 2014 com “É o Amor”.



