O Plano Nacional de Emergência de Proteção Civil foi ativado na sequência da previsão de um agravamento do cenário de risco para pessoas e bens, motivado por elevada precipitação, com possibilidade de cheias e inundações em várias regiões do país.
Questionada sobre a eventual ativação do Mecanismo Europeu de Proteção Civil, a ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, afirmou que essa avaliação compete à Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC). “É a Proteção Civil que faz a avaliação da necessidade de ativar o mecanismo europeu”, declarou.
A governante reagiu ainda às críticas relacionadas com o alegado atraso na disponibilização de meios para os territórios mais afetados pela depressão Kristin, admitindo desconhecer as causas concretas dessa situação. “Não sei o que falhou. O sistema é complexo e as entidades coordenadoras do sistema de proteção civil têm todo o cuidado de garantir a colaboração entre todos”, afirmou Maria Lúcia Amaral, à entrada para uma reunião no quartel dos bombeiros de Alvaiázere, no distrito de Leiria.
A ministra sublinhou que a resposta operacional foi condicionada pela multiplicidade de ocorrências registadas em simultâneo. “É preciso ter em linha de conta que as necessidades são muitas, de vários lados, e que esta foi uma crise com aspetos múltiplos, nomeadamente ao nível das comunicações e das falhas de energia, o que pode ter contribuído para que a ausência de meios se sentisse durante mais tempo”, acrescentou.
Entretanto, a Proteção Civil mantém o alerta à população para a adoção de medidas preventivas, face à persistência de condições meteorológicas adversas e ao risco de inundações, sobretudo em zonas ribeirinhas e áreas historicamente vulneráveis.



