O movimento Amar e Servir Braga pretende que seja incluída na ordem de trabalhos da reunião de executivo do próximo dia 30, a proposta de elaboração de um estudo para a criação de uma floresta pública nas encostas do Sameiro, Bom Jesus e Falperra, conhecido por Triângulo Turístico da cidade.
Na proposta enviada ao presidente da autarquia, o social democrata João Rodrigues, o movimento liderado por Ricardo Silva refere que incêndio de 2017 “evidenciou a vulnerabilidade deste território e a necessidade de reforçar a sua proteção, recuperação ecológica e resiliência perante futuros eventos extremos”.
Defende ainda que “a crescente preocupação com a adaptação às alterações climáticas, a preservação da biodiversidade e a valorização dos espaços naturais torna pertinente avaliar soluções que permitam reforçar a gestão e proteção deste território”.
Paralelamente, aponta que, “apesar da importância desta encosta” para a cidade, “não existe informação pública consolidada sobre a estrutura fundiária da área nem sobre as possibilidades de constituição de espaços florestais de gestão pública que permitam promover a reflorestação com espécies autóctones, a prevenção de incêndios, a proteção da biodiversidade e a fruição da natureza pela população”.
VALORIZAÇÃO AMBIENTAL
O Amar e Servir Braga sustenta que, por estas razões, importa “conhecer melhor a realidade existente e avaliar os instrumentos que possam contribuir para a valorização ambiental e para a eventual constituição de uma floresta pública nesta área”.
Neste contexto, o movimento propõe que a Câmara promova o levantamento da situação fundiária da área e a identificação dos terrenos de propriedade pública existentes, a identificação das áreas com potencial para recuperação ecológica e a reflorestação com espécies autóctones e valorização ambiental.
A avaliação dos instrumentos que possam permitir aumentar a gestão pública ou partilhada destes espaços, designadamente através da aquisição, permuta, cedência, arrendamento, protocolos ou outros mecanismos legalmente admissíveis; a identificação de programas de financiamento nacionais e europeus que possam apoiar ações de recuperação florestal, prevenção de incêndios e valorização ambiental; e a apresentação de possíveis cenários para a implementação progressiva são outros dos pontos da proposta de criação de floresta pública no também designado Triângulo da Fé.



