A depressão Marta deverá agravar as condições meteorológicas em Portugal, com especial incidência na noite de sexta-feira para sábado, período em que é esperada precipitação forte e persistente, alertou esta sexta-feira o comandante nacional de Emergência e Proteção Civil, Mário Silvestre.
Em declarações aos jornalistas, o responsável sublinhou que o país se encontra numa situação particularmente sensível devido à sucessão de depressões registadas nos últimos dias. “Estamos num quadro meteorológico já muito exigente, depois de várias depressões, o que aumenta o risco de ocorrências”, referiu.
Segundo Mário Silvestre, o vento será outro fator de preocupação, estando previstas rajadas que podem atingir os 100 quilómetros por hora, o que poderá provocar quedas de árvores, danos em estruturas e dificuldades na circulação rodoviária.
No que respeita à situação hidrológica, o comandante nacional destacou três rios como prioritários no acompanhamento das autoridades. O rio Douro inspira especial atenção devido às descargas das barragens espanholas a montante. O rio Mondego é igualmente motivo de preocupação, uma vez que a cota da barragem da Aguieira “subiu significativamente”. Já no rio Tejo, o risco resulta das descargas provenientes das barragens espanholas de Alcântara e Cedilho.
De acordo com a Proteção Civil, os concelhos de Alcácer do Sal e Coruche são, neste momento, os locais onde existe maior preocupação quanto à possibilidade de inundações, estando os serviços a monitorizar de forma permanente a evolução da situação.
As autoridades recomendam à população a adoção de comportamentos preventivos, nomeadamente a desobstrução de sistemas de escoamento de águas, a fixação de objetos soltos e a evitação de zonas ribeirinhas e áreas inundáveis, acompanhando as informações e avisos emitidos pelos serviços de proteção civil e pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera.
O comandante nacional da Proteção Civil deu conta da existência de 7517 ocorrências no total.



