Os primeiros trabalhos de reparação no viaduto da A1, em Coimbra, começam esta quinta-feira, após o colapso provocado pelo rebentamento do dique da Ponte dos Casais, no rio Mondego. A reposição da circulação deverá demorar várias semanas. O trânsito mantém-se cortado nos dois sentidos entre Coimbra Norte e Coimbra Sul.
A Brisa prevê iniciar esta quinta-feira as primeiras intervenções no viaduto da Autoestrada do Norte (A1), em Coimbra, que ruiu na sequência do rebentamento do dique da Ponte dos Casais, no rio Mondego. A concessionária alerta, no entanto, que a reposição total da circulação rodoviária poderá demorar várias semanas.
O trânsito continua interrompido nos dois sentidos entre os nós de Coimbra Norte e Coimbra Sul. Como alternativas, a Brisa recomenda aos automobilistas o uso do corredor A8/A17/A25 ou do Itinerário Complementar 2 (IC2), no sentido Norte–Sul, junto ao nó de Coimbra Sul, ao quilómetro 191.
Na última madrugada, o ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, esteve no local acompanhado pela presidente da Câmara Municipal de Coimbra e pelo presidente executivo da Brisa, para acompanhar a evolução da situação. O governante garantiu que “não há riscos acrescidos para os utentes” da Autoestrada do Norte, apesar do colapso da estrutura.
Além da A1, há outras vias afetadas na região. A circulação na Estrada Nacional 111 encontra-se interrompida entre Tentugal e Lamarosa, também devido às consequências da intempérie.
No transporte ferroviário, a circulação dos comboios Alfa Pendular e Intercidades na Linha do Norte foi suspensa, não havendo ainda, ao início da manhã, previsão para a retoma do serviço. Mantêm-se, contudo, em funcionamento alguns serviços regionais entre o Entroncamento e Soure, Coimbra, Aveiro e Porto, bem como entre Tomar e Lisboa.
Na última noite, registou-se ainda o descarrilamento de uma automotora na Linha do Leste, na zona da Bemposta, concelho de Abrantes. Segundo fonte da Proteção Civil citada pela agência Lusa, o incidente não provocou feridos.
A situação meteorológica deverá manter-se instável nos próximos dias. Para esta quinta-feira é esperada uma melhoria temporária do estado do tempo, que deverá voltar a agravar-se na sexta-feira, com previsão de chuva, sobretudo nas regiões Norte e Centro. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) indica a possibilidade de precipitação mais intensa a partir do final da tarde desta quinta-feira, bem como vento forte nas terras altas e na faixa costeira ocidental a sul do Cabo Carvoeiro, com rajadas que podem atingir os 80 quilómetros por hora. A melhoria do tempo está prevista apenas para o fim de semana.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que se deslocou a Coimbra com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, reconheceu que a situação é “desgastante”, mas assegurou que estão a ser mobilizados todos os meios para tentar “vencer a natureza”. O chefe do Governo admitiu ainda a possibilidade de outros diques poderem colapsar nas próximas horas.
Entretanto, uma nova depressão atmosférica, denominada Oriana, está a ganhar forma. Embora não afete Portugal de forma direta, deverá provocar períodos de chuva e vento forte em todo o território continental.
No plano político, o Presidente da República deu posse aos mesmos secretários de Estado da Administração Interna, mantendo-se em funções Paulo Simões, secretário de Estado adjunto e da Administração Interna, Telmo Correia, secretário de Estado da Administração Interna, e Rui Rocha, secretário de Estado da Proteção Civil, após a demissão da ministra Maria Lúcia Amaral.



