O primeiro-ministro afirmou que as operações deste sábado poderão abrir um período favorável à estabilização dos caudais do Mondego, elogiando a coordenação entre autoridades nacionais e espanholas e as medidas preventivas adotadas pelos autarcas do Baixo Mondego.
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, considerou que o “último esforço” em curso este sábado poderá “abrir uma janela de acalmia propícia à recuperação” na bacia do rio Mondego, após dias marcados por caudais elevados e risco de cheias.
Segundo o chefe do Governo, várias tarefas “muito relevantes” irão prolongar-se nos próximos dias, com particular incidência em Montemor-o-Velho, onde as operações de escoamento da água do Mondego deverão ser “lentas e desafiantes”.
Luís Montenegro salientou ainda o trabalho da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), elogiando a gestão realizada no Mondego e nos principais cursos de água do país, nomeadamente através da coordenação de descargas controladas das barragens “desde janeiro”.
O primeiro-ministro agradeceu também às autoridades espanholas, incluindo às autonómicas, pela colaboração “muito intensa” na gestão conjunta dos caudais dos rios partilhados, sublinhando o papel da ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, na coordenação desta cooperação ibérica.
“Com grande sentido de responsabilidade, os últimos dias foram geridos com um objetivo muito claro e central: proteger e salvaguardar a vida das pessoas e, num segundo plano, o seu património”, afirmou.
Luís Montenegro destacou ainda a decisão dos responsáveis autárquicos e regionais de procederem ao corte preventivo da A1, antecipando eventuais consequências decorrentes da cedência de um dique sob o viaduto da autoestrada. “Não fora essa medida e as consequências teriam sido bem mais graves”, sublinhou.
O primeiro-ministro elogiou, por fim, a atitude de prevenção seguida pelos autarcas da região do Baixo Mondego, considerando-a “um esforço notável”, que continua a exigir “compreensão recíproca” entre autoridades e população.



