O ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, garantiu esta terça-feira que a obra na Autoestrada A1, na zona de Coimbra, estará “100% concluída” até ao final da semana, permitindo a reposição integral da circulação nas quatro faixas de rodagem.
Em declarações aos jornalistas, em Viseu, o governante explicou que o ministério deu ordem, na segunda-feira à tarde, para a reabertura provisória da via, em modo basculante, após a conclusão dos trabalhos de estabilização. “Eu próprio hoje já utilizei a A1 e posso dizer, em primeira mão, que até ao final desta semana a obra estará totalmente concluída”, afirmou.
Segundo Miguel Pinto Luz, após a análise técnica do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e do Instituto de Mobilidade e Transportes (IMT), será comunicada à concessionária Brisa a autorização para funcionamento pleno da autoestrada.
O ministro sublinhou que, durante 15 dias, foram mobilizados “todos os meios possíveis” para repor a circulação numa infraestrutura considerada estratégica para a mobilidade nacional. “Não parámos um segundo”, declarou, deixando ainda uma palavra de reconhecimento à Brisa e aos subempreiteiros que trabalharam “24 horas por dia” na recuperação da via.
A circulação foi restabelecida de forma condicionada entre os nós de Coimbra Norte e Coimbra Sul na noite de segunda-feira, após a conclusão dos trabalhos de estabilização da laje de transição no sentido Sul/Norte. A solução temporária permite a circulação numa via por sentido, utilizando exclusivamente a faixa que não sofreu danos estruturais.
O incidente teve origem no rebentamento do dique de Casais, na margem direita do rio Mondego, ocorrido a 11 de fevereiro, que provocou a erosão do encontro norte com o Viaduto C e o abatimento da plataforma da A1 ao quilómetro 191. Até à conclusão total das obras, não estão a ser cobradas portagens no sublanço entre Coimbra Norte e Coimbra Sul.
A Brisa explicou que a solução foi validada tecnicamente pelo LNEC e autorizada pelo IMT, permitindo assegurar a ligação entre Lisboa e Porto através da principal autoestrada do país, após a rutura provocada pelo temporal.
O colapso da via ocorreu na sequência das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que atingiram Portugal nas últimas semanas. O mau tempo provocou 18 mortes, centenas de feridos e desalojados, bem como danos significativos em habitações, empresas e equipamentos públicos. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas, registando-se ainda cortes de estradas, energia, comunicações e serviços essenciais.



