O ex-dirigente do Chega, Nuno Pardal Ribeiro, foi condenado esta quinta-feira pelo Tribunal de Cascais a um ano e três meses de prisão, pelo crime de prostituição infantil. A pena foi suspensa na sua execução, ficando condicionada ao pagamento de uma indemnização no valor de 1.200 euros.
Segundo a decisão judicial, o arguido foi condenado pela prática de dois crimes de recurso à prostituição infantil, um consumado e outro na forma tentada. A suspensão da pena assentou no entendimento do tribunal de que não ficou provado que o ex-dirigente tivesse conhecimento da idade da vítima à data dos factos.
O processo envolve ainda um segundo arguido, Carlos Conde Ribeiro, que terá de cumprir uma pena de um ano e meio de prisão, já no âmbito de outro processo em que foi anteriormente condenado por dois homicídios.
O caso tornou-se público no início de 2025 e levou à demissão de Nuno Pardal Ribeiro do partido em fevereiro desse ano, por não reunir condições para permanecer em funções. Na altura, o próprio negou parte das acusações, afirmando que os factos mais graves descritos na acusação não correspondiam à verdade, embora sem detalhar a sua defesa.
De acordo com o Ministério Público, através do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Cascais, o arguido teria conhecimento de que a vítima tinha 15 anos e seria sexualmente inexperiente, tendo alegadamente praticado atos de natureza sexual e enviado posteriormente um pagamento através da plataforma MB Way.
A denúncia terá partido dos pais do menor, após acesso a mensagens trocadas no telemóvel do filho, tendo o caso sido investigado pela Polícia Judiciária.
O processo surge num contexto mais amplo de escrutínio político e judicial envolvendo figuras associadas ao partido, incluindo outras investigações noticiadas envolvendo elementos próximos, que vieram igualmente a público no decorrer de 2025.



