O Hospital de Guimarães realizou, no passado dia 30 de março, a sua primeira biópsia mamária guiada por ressonância magnética (RM), um procedimento considerado inovador e de elevada precisão no diagnóstico de lesões mamárias.
Em comunicado, a Unidade Local de Saúde do Alto Ave (ULSAA) informou que a intervenção foi conduzida pelas médicas radiologistas Catarina Silva e Patrícia Leitão, com o apoio das equipas técnica e de enfermagem, tendo decorrido com sucesso.
Segundo a unidade hospitalar, a introdução desta técnica representa “um avanço muito significativo” na prestação de cuidados de saúde na região, apesar de já estar implementada em centros de referência a nível nacional e internacional.
Diagnóstico mais preciso e precoce
A biópsia mamária guiada por ressonância magnética é particularmente relevante em situações em que as lesões não são detetáveis através de exames convencionais, como a mamografia ou a ecografia. A tecnologia permite identificar com maior rigor áreas suspeitas e recolher amostras de tecido de forma minimamente invasiva.
Este nível de precisão contribui para diagnósticos mais precoces e fiáveis, sendo determinante na definição atempada do plano terapêutico mais adequado para cada doente.
Reforço da resposta clínica no Minho
A ULSAA sublinha que a implementação deste procedimento reflete o compromisso com a inovação, a diferenciação clínica e a melhoria contínua dos cuidados prestados à população.
A introdução da técnica reforça ainda a capacidade de resposta da região do Minho na área do diagnóstico e tratamento da patologia mamária, consolidando o papel da unidade como referência na área da senologia.
De acordo com a instituição, este avanço permite oferecer um acesso mais equitativo a cuidados de saúde diferenciados, assentes numa abordagem multidisciplinar que alia tecnologia, qualidade clínica e humanização dos serviços prestados.



