A Polícia Judiciária (PJ) realizou uma operação em Penalva do Castelo que resultou na apreensão de 278 obras de arte, entre pinturas, esculturas, litografias, serigrafias e objetos arqueológicos, algumas das quais alegadamente atribuídas a artistas de renome internacional como Pablo Picasso, Joan Miró, David Hockney, Albrecht Dürer, Pierre Bonnard e Juan Downey.
Segundo comunicado da PJ, a operação envolveu buscas domiciliárias e não domiciliárias e incidiu sobre um espólio que estaria na posse de um antigo funcionário de um cidadão norte-americano, entretanto falecido em 2024. As autoridades suspeitam que o conjunto de obras integrava uma coleção privada de elevado valor artístico e histórico.
Entre os materiais apreendidos encontram-se ainda peças de natureza arqueológica e escultórica, com cronologias diversas. A PJ refere que algumas das obras aparentam remontar ao período “antes de Cristo”, abrangendo a Pré-História e a Antiguidade, incluindo peças datadas entre o século I a.C. e o século XVIII.
O espólio inclui também artefactos provenientes de diferentes regiões do mundo, designadamente da Pérsia, Médio Oriente, América Central e do Sul, África, China e Síria, o que amplia o âmbito e a complexidade da investigação em curso.
A operação contou com a colaboração de peritos do Museu Nacional Machado de Castro, que estão a apoiar a autenticação e análise das peças apreendidas, um processo considerado determinante para apurar a origem e a veracidade das atribuições artísticas.
A investigação, que a PJ indica ainda não estar concluída, prossegue com o objetivo de determinar a autenticidade das obras, a sua proveniência e eventuais ilícitos associados à sua posse e circulação.



