A Guarda Nacional Republicana (GNR) deteve 633 pessoas em flagrante delito entre os dias 17 e 23 de abril, no âmbito de um conjunto de operações realizadas em todo o território nacional. Entre os casos registados, destacam-se 11 detenções por incêndio florestal e nove por violência doméstica, crimes considerados prioritários pelas autoridades devido ao seu impacto social e ambiental.
Segundo o balanço provisório divulgado pela GNR, a maioria das detenções ocorreu por infrações rodoviárias, nomeadamente 256 por condução sob o efeito do álcool e 120 por condução sem habilitação legal. Foram ainda detidas 41 pessoas por tráfico de estupefacientes, 20 por furto e roubo e 12 por posse ilegal de armas ou arma proibida.
No que diz respeito às ocorrências mais sensíveis, as 11 detenções por incêndio florestal surgem num período em que as autoridades intensificam a vigilância e prevenção, face ao risco crescente com a aproximação de condições meteorológicas mais propícias à propagação de fogos. Já os nove casos de violência doméstica refletem a continuidade deste fenómeno como uma das principais preocupações das forças de segurança, com impacto direto nas vítimas e nas suas famílias.
Durante o mesmo período, a GNR realizou diversas apreensões, incluindo mais de 1,9 milhões de doses de cocaína, milhares de doses de heroína, haxixe e liamba, bem como armas de fogo, armas brancas, munições, explosivos e 31 veículos. Foram ainda apreendidos 9.381 euros em numerário.
No âmbito da fiscalização rodoviária, foram detetadas 11.134 infrações, destacando-se 2.615 por excesso de velocidade, 1.263 por falta de inspeção periódica obrigatória e 412 por condução com taxa de álcool no sangue superior ao permitido por lei. Registaram-se também infrações relacionadas com o uso indevido do telemóvel, falta de seguro e incumprimento das regras de utilização do cinto de segurança.
A GNR sublinha que estas ações visam reforçar a segurança pública, prevenir a criminalidade e promover comportamentos mais seguros, tanto na estrada como na comunidade, com especial atenção a fenómenos de maior gravidade como os incêndios florestais e a violência doméstica.



