O Ministério Público (MP) de Barcelos reabriu um inquérito relacionado com o furto de material de jardinagem ocorrido, em 2019, no Agrupamento de Escolas Gonçalo Nunes, mas voltou a determinar o arquivamento do processo por falta de provas que permitam imputar responsabilidades criminais ao homem em cuja posse foi encontrada uma das máquinas furtadas.
De acordo com o jornal O Minho, os factos remontam a 08 de abril de 2019, quando indivíduos desconhecidos entraram nas instalações da Escola Básica 2/3 Gonçalo Nunes, em Arcozelo, Barcelos, de onde levaram uma máquina de cortar relva, um soprador e uma motorroçadora, equipamentos avaliados em, pelo menos, 900 euros.
A investigação acabou por ser arquivada poucos dias depois, em 14 de abril desse ano, por não ter sido possível identificar os autores do furto.
Contudo, em novembro de 2021, a GNR localizou e apreendeu a motorroçadora furtada na residência de Tiago M.. A identificação da máquina foi efetuada por um funcionário do Agrupamento de Escolas, que a reconheceu como sendo uma das que haviam sido subtraídas em 2019.
Perante este novo elemento, o Ministério Público determinou a reabertura do inquérito, que foi apensado a um novo processo, para apurar a eventual responsabilidade criminal do detentor do equipamento.
Na sequência das diligências realizadas, o MP concluiu que, apesar de a posse do objeto furtado e a inexistência de documentação comprovativa da sua proveniência levantarem suspeitas quanto à origem ilícita do bem, não foi possível esclarecer de que forma Tiago M. entrou na sua posse.
Segundo O Minho, a investigação não conseguiu demonstrar se o suspeito foi o autor do furto, se recebeu a máquina de terceiros sabendo que era proveniente de um crime ou se a adquiriu por qualquer outra forma ilícita.
Face à ausência de elementos que permitissem determinar a concreta responsabilidade criminal do arguido, o Ministério Público considerou não existirem indícios suficientes para sustentar uma acusação.



