Os Emirados Árabes Unidos anunciaram esta terça-feira a saída da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e da aliança OPEP+, numa decisão que representa um duro golpe para o principal bloco de produtores de crude a nível mundial.
A decisão surge num contexto de elevada instabilidade geopolítica, após o agravamento do conflito no Médio Oriente, envolvendo os Estados Unidos e Israel contra o Irão, e numa altura em que a Agência Internacional de Energia classifica a atual conjuntura como “a maior crise energética de sempre”.
Membro da OPEP desde 1967, a saída dos Emirados Árabes Unidos representa uma rutura significativa na organização, que tem procurado manter uma frente unida perante as tensões internacionais, apesar de divergências internas relacionadas com questões geopolíticas e quotas de produção.
A decisão é também vista como um revés para a coesão do grupo e poderá ter impacto na capacidade de coordenação da produção petrolífera global, num momento em que os mercados enfrentam forte volatilidade.
Por outro lado, a saída dos Emirados é interpretada como um sinal favorável às posições do ex-presidente norte-americano Donald Trump, que tem criticado a OPEP, acusando a organização de manipular os preços do petróleo e prejudicar a economia global.
Analistas consideram que este movimento poderá redefinir o equilíbrio de forças no mercado energético internacional, abrindo espaço a novas alianças e estratégias por parte dos principais produtores de petróleo.



