O Ministério da Educação, Ciência e Inovação já definiu as datas para a época extraordinária de exames nacionais, criada na sequência dos problemas registados no processo de classificação eletrónica das provas e anunciada pelo ministro da Educação, Fernando Alexandre.
Os alunos poderão efetuar a inscrição entre os dias 27 e 31 de julho, estando os exames agendados para decorrer entre 3 e 8 de setembro, anunciou esta terça-feira o Governo.
De acordo com o Ministério da Educação, a época especial estará disponível para todos os estudantes que reúnam condições para realizar exames na 2.ª fase, independentemente de já terem ou não participado nessa fase.
A criação desta época extraordinária surge como resposta aos constrangimentos técnicos verificados no processo de avaliação digital dos exames nacionais, que provocaram atrasos na divulgação de classificações, erros em pautas e situações em que alguns alunos ficaram sem conhecer atempadamente as suas notas definitivas.
Em comunicado, o Governo justifica a decisão afirmando que as falhas registadas “poderão ter condicionado, designadamente, a decisão de inscrição e de realização dos exames na 2.ª fase, bem como a adequada preparação dos alunos”.
O Executivo garante que a medida pretende assegurar que “nenhum aluno é prejudicado por circunstâncias que não lhe são imputáveis”.
Os exames realizados nesta nova fase serão considerados equivalentes aos da 2.ª fase, pelo que os alunos que também tenham realizado provas nessa etapa poderão utilizar a melhor classificação obtida para efeitos de acesso ao Ensino Superior.
Calendário da época extraordinária
A primeira prova está marcada para quinta-feira, 3 de setembro, com os seguintes exames:
- 12.º ano: Português, Português Língua Segunda e Português Língua Não Materna;
- 11.º ano: Literatura Portuguesa, Economia, História da Cultura e das Artes e Latim.
Os restantes exames decorrerão até 8 de setembro, de acordo com o calendário divulgado pelo Ministério da Educação.
A medida surge num ano marcado pela primeira utilização generalizada da avaliação digital dos exames nacionais, um processo que envolveu cerca de 300 mil provas e que ficou marcado por vários constrangimentos técnicos, levando o Governo a criar mecanismos adicionais para garantir igualdade de oportunidades no acesso ao Ensino Superior.



