A celebração, profundamente enraizada na cultura local e com origem histórica associada a uma promessa de pastores em 1680 para proteção do gado contra a peste, continua a reunir anualmente milhares de peregrinos, criadores de gado e visitantes vindos de várias regiões do país.
Dia 7 de junho marca o momento alto da celebração
O primeiro domingo das festividades concentra os principais momentos religiosos e culturais. A jornada inicia-se com a entrada da Banda Musical de Aboim da Nóbrega, seguindo-se a missa solene em honra de Santo António e a tradicional Bênção dos Animais, um dos momentos mais simbólicos do programa.
Após a cerimónia religiosa, realiza-se a procissão com o andor primitivo do santo, mantendo viva a dimensão histórica da devoção. Durante a tarde, o recinto recebe a atuação do Rancho Folclórico de Azias e a entrega de diplomas aos animais participantes, com destaque para raças autóctones como a Barrosã, Minhota e Cachena. A noite encerra com fogo de artifício.
Programa prolonga-se até 13 de junho
As celebrações continuam nos dias seguintes com destaque para o sufrágio pelos irmãos vivos e falecidos da Confraria de Santo António, a 12 de junho, e para o encerramento oficial a 13 de junho, dia litúrgico do padroeiro.
Nesse dia, após a missa solene e procissão, o recinto volta a receber animação popular com a atuação do Rancho Folclórico de Valdreu e a realização do tradicional Bazar de Santo António. O programa termina com uma sessão de fogo de artifício.
A organização, a cargo da Confraria de Santo António e da paróquia local, sublinha o caráter único desta festividade, que alia a dimensão religiosa à preservação das tradições rurais e da identidade agrícola da região.
As celebrações de Mixões da Serra afirmam-se, assim, como um dos mais relevantes momentos de devoção popular do concelho de Vila Verde, reforçando a ligação entre fé, cultura e mundo rural minhoto.